A AFIRMAÇÃO cristã de que só quem faz a vontade do Pai conhecerá a
verdadeira doutrina é filosoficamente precisa. A imaginação pode nos
ajudar um pouco, mas na vida moral e devocional (mais ainda) tocamos em
algo concreto que começará imediatamente a corrigir o vazio crescente da
nossa idéia de Deus. Um só momento de sensibilidade contrita ou de
gratidão poderá nos tirar, de certa forma, do abismo da abstração. É a
própria razão que nos ensina a não confiarmos somente nela nesta questão,
pois reconhece que não pode trabalhar sem a matéria. Quando se torna
claro que você não pode descobrir, através do raciocínio, se o gato está ou
não no armário, a própria razão lhe sussura: “Vá lá e veja. Esse não é um
trabalho meu. É uma questão para os sentidos”. Ou seja, a matéria para
corrigir nossa concepção abstrata de Deus não pode ser fornecida pela
razão; ela será a primeira a mandá-lo fazer a experiência: “Prove e veja!” É
claro que ela já terá mais do que provado que o seu posicionamento atual é
absurdo. Enquanto permanecermos como caramujos eruditos, podemos
esquecer que, se ninguém jamais tivesse visto mais de Deus do que nós, não
teríamos razões nem sequer para acreditar que Ele seja imaterial, imutável,
impassível e tudo mais. Até aquele conhecimento negativo que nos parecia
tão razoável não passará de uma relíquia que sobrou do conhecimento
positivo de pessoas melhores – não passará de marcas que uma onda
gigante celestial deixou na areia, depois de ter batido em retirada.
– de Miracles [Milagres]



interessante reflexão! :-)
Obrigado Celo.
Abraços
Neste caso a equaçao de Schrodinger naum ajuda? Digo no caso do gato no armario....brincadeira!!! Gostei muito da reflexao..obrigada por compartir.
Boa Dri,gostei!
Abraços.
Saudades de você